sexta-feira, 1 de julho de 2011

Quem foi Maquiavel?


Maquiavel mesmo que tendo escrito a séculos atrás “O Príncipe”, ainda hoje é usado na política contemporânea. Influenciando presidentes e ministros, e principalmente os chefes de estado mais tiranos.
Maquiavel era italiano nascido em Florença. Sua família não tinha muitas posses nem pertencia a aristrocacia local, mas seu pai era advogado respeitado. Quando pequeno já era letrado e cresceu sendo um orgulho para seu pai. Quando cresce faz carreira em cargos públicos.
Depois da recuperação dos Médici no poder ele é preso e torturado. Após ser solto não consegue mais emprego em cargos públicos. A falta de função que o relacionava com a política poderia ser um dos motivos para que escrevesse “O Príncipe” e entre outros livros que tratavam de política. E igual ao livro que fala de tentar a cordialidade se tiver interesse em algo, ele dedica seu texto para os Médici.
Após esse fato há a queda dos Médici e os republicanos tomam o poder. Esses acham que Maquiavel possuía ligações com os antigos tiranos. Sem nenhuma perspectiva Maquiavel adoece e morre.
Maquiavel fala sobre o estado com muita propriedade e tem certas crenças que para uns pode ser uma grosseria e falta otimismo para com o homem, mas para outros se trata da realidade nua e crua sobre a política e o ser humano. Ele crê que a ordem não é algo natural do homem e que a política, diferentemente do pensamento da época, não levaria ninguém ao reino dos céus.
Na época a bondade era vista como algo que nascia do homem e Maquiavel veio confrontar com essas idéias falando da maldade intrínseca do ser humano. Que a única resposta para que não houvesse a anarquia seria o Principado e a República. A anarquia, para ele, simbolizava a ameaça a uma nação e que a única forma de combater esses mal seria um governo forte.
Para se manter nesse governo o governante teria que ter o chamado virtú , que consistia na capacidade de adaptação aos conhecimentos políticos que o levaria a permanência do poder. Mesmo que o principado fosse hereditário, o que ele não considerava seguro, pois é sem garantias, o virtú do governante deveria se fazer presente para o governo ser mais forte e ter uma maior resistência.
Para ele, todos os domínios foram ou são repúblicas e principados, com isso, todas descendem do mesmo meio. Mas o que difere o principado também é a maneira de como foi conquistado.
Como já falado, Maquiavel via uma grande dificuldade pra manter os principados hereditários. Uma das maneiras de contornar a situação seria o príncipe residir em seu domínio, assim teria um menor risco de perdê-lo. Outra ação que poderia contribuir com a manutenção do poder seria a colonização das regiões chaves, dessa maneira dificultaria invasões inimigas. A conservação da fortuna e ter os alicerces idênticos aos príncipes anteriores também agregaria para a manutenção do poder.
Se o principado fosse conquistado por meio de crimes, não convinha omiti-los, pois na omissão os inimigos poderiam achar alguma brecha para restituir o príncipe do poder.
O principado civil, ou seja, aquele que se tornou príncipe com a ajuda de seus compatriotas tem uma segurança maior, pois tende a ter mais apelo popular. Mas também há distinções desse principado por conta da diferença de quem ajudou o governante a estar no poder.
O príncipe eclesiástico não precisaria nem de virtú e nem de boa sorte para se manter no poder porque eles permanecem por conta das instituições religiosas, independente do seu procedimento para com a população ou com seus ministros.
As tropas são necessárias para defender o estado, junto com as tropas a contratação de especialistas e mercenários. Já a ajuda de mercenários auxiliares era, em sua visão, inútil e perigosa porque poderia haver revoltas contra o príncipe.
O príncipe tem como obrigação só pensar na guerra e suas regras e disciplina. De acordo com Maquiavel não seria necessário cumprir promessas, desde que se tivessem razões legitimas para essa atitude.
Outros deveres a cumprir para se manter no poder era ser cuidadoso na maneira de falar e de agir, principalmente ter tato com suas decisões, ou seja, domar totalmente sua impulsividade. Também se fazia necessário se afastar de atos que o tornasse desprezível para a sua população, usando sempre da prudência. Para ser um bom príncipe teria que ser visto como um amante das virtudes e distrair o povo sejam com festas ou doações.
Maquiavel é um nome importante, pois ele discutiu a política sem tapar os olhos para as mazelas que ocorriam no meio público da época. Em seus textos ele assume e aprofunda a parte negativa do homem e mostra como manejar esse lado para seu próprio benéfico, no caso, para a manutenção do poder. Seu texto, por muitas vezes irônico, não se nega a dizer o que realmente se tem que fazer (ou não fazer) para alienar e agradar mesmo que superficialmente, a população. E Maquiavel continua contemporâneo pois, apesar de se passarem séculos, a ânsia pelo poder ainda se faz presente e seus pensamentos permanecerão como algo que deve ser lido obrigatoriamente para quem gosta ou apenas se interessa por política.

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