terça-feira, 7 de junho de 2011

Quem foi Hobbes?


Hobbes foi um matemático, filósofo político e inglês autor de “Leviatã” e “Do cidadão”. Ele defendia o estado de natureza do homem, que consistia do estado do homem sem uma sociedade e governo para o reger.
A origem do estado seria através de um contrato, pois sem ele os homens viveriam sem poder e sem organização e após o estabelecimento de um acordo o homem viveria sob regras sociais e uma subordinação política. Ele afirmava que o homem não é um selvagem e que o ser humano não muda.
O homem sendo imutável tende a ser igual uns os outros, ou seja, ninguém poderia triunfar sobre o outro. A repressão do estado faz com que não haja guerra uns com os outros, sendo a pacificação atitude mais racional a ser tomada.
O homem, de acordo com Hobbes, não seria sociável por natureza, como se pensava na época. Por isso a necessidade de afastar o homem ao estado da natureza, pois em seu estado natural o ser humano tem direito a tudo. Este estado faria com que o homem também vivesse em constante estado de guerra, pois cada um se imaginaria mais poderoso do que o outro.
O indivíduo imaginado por Hobbes não almeja bem material, mas sim coisas mais subjetivas como a honra. Ou seja, produzir e ganhar muito não seriam o foco do homem, mas sim ter honra e levar seu nome adiante, e isso incluiria a riqueza, só que não como conseqüência, mas sim como meio para chegar aos seus objetivos.
Para haver uma ordem maior Hobbes pensou na Lei da Natureza que seriam regras estabelecidas pela razão que coibia o homem de seguir seus impulsos e fazer o que bem entendia. Para manter a Lei da Natureza o estado teria de ser dotado da espada e ser armado para fazer com que os homens que quisessem desrespeitar as leis tivessem cautela antes de cometer qualquer ato contra a sociedade.
O poder do estado tem que ser pleno e total, pois através do estado que se faz uma sociedade, segundo Hobbes. Para se ter uma plenitude do estado o governante teria que ter o poder ilimitado. Um governante sem seus plenos poderes e com limitações teria confusões na hora de ser julgado porque não haveria ninguém superior a ele, logo qualquer julgamento contra o soberano seria questionável.
Segundo Hobbes, sem o poder absoluto o estado estaria sujeito a guerra, pois pelos homens serem tão parecidos eles acabam desejando a mesma coisa, portanto estão em constante competição. Nesse momento o estado absoluto toma as rédeas da situação.
Ao se submeter ao estado o individuo firma um contrato social deixando de lado o estado da natureza. Os caprichos dos súditos não atendidos não fazem com que o governante perca a soberania, mas ao deixar de proteger a vida de seu subordinado aquele que não foi protegido não lhe deve mais sujeição. Mas só aquele individuo tem esse direito, sendo que mais ninguém poderá se unir ao desprotegido nessa atitude.
O estado ideal de Hobbes, segundo o mesmo, é marcado pelo medo, porque o soberano deixando seus súditos temerosos faz com que eles compram seus deveres com uma maior certeza. Mas o súdito que fosse bem comportado não deveria temer, pois não teria problemas com seu soberano. Esperança e conforto também seriam coisas que o soberano poderia dar aos súditos, pois na espoca a ânsia por terras eram motivos de guerras e conflitos.
Hobbes defendia que o homem só poderia viver em paz através de um poder absoluto e centralizado. Seu texto deve agradar os mais tiranos devidos ele defender que apenas com um estado forte que faz com que seus súditos vivam em uma sociedade de modo correto. Mas independente de sua inclinações ele faz com que pensemos não só sobre a política na época mas o modo que alguns governos agem para com seus cidadãos.

1 comentários:

Fernando disse...

Estamos caminhando para a degeneração humano, a forma que vivemos, como nos subordinamos para as elites locais e extrangeiras, nos tornam meros "escravos" do poder de dominação, mas ao deixar de se conformar com isso( é o momento atual), entraremos em franco combate contra as politicas da elite e assim nos aproximamos ao "estado de natureza" referido por Hobbes!